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MIT: Produção de alta tecnologia é "espetacularmente ineficiente"

Processos de fabricação de produtos de alta tecnologia são "espetacularmente ineficientes, no uso de energia e material", de acordo com cientistas do MIT. Os pesquisadores estudaram 20 indústrias, incluindo fabricantes de semicondutores e células solares. Segundo a pesquisa,

"De modo geral, novos sistemas de produção consomem entre mil e um milhão de vezes mais energia, por grama de produto, que indústrias mais tradicionais. Grama por grama, a fabricação de microchips usa ordens de magnitude mais energia que a fabricação de objetos em ferro fundido."

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Energia solar nas casas do PAC vai virar realidade




Energia solar, reaproveitamento de água, sistemas de coleta e tratamento de esgoto, madeira de origem certificada. Esses são alguns dos materiais e tecnologias que vão garantir sustentabilidade ambiental ao Programa Minha Casa Minha Vida, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a meta de construir um milhão de casas para famílias brasileiras de baixa renda.

As tecnologias e materiais ambientalmente sustentáveis vão variar dependendo da região do país. Em algumas localidades, por exemplo, poderão ser instalados sistemas de coleta e reaproveitamento de água de chuva. Já as placas solares devem ser utilizadas em todas as cidades.


Em Sergipe trabalhos estão sendo desenvolvidos na Universidade Federal de Sergipe , através do Núcleo de Pós-Graduação em Engenharia de Materiais e do Curso de Graduação em Engenharia Mecânica , e no Instituto Federal de Sergipe, IFS, Antigo CEFET-SE, através do Grupo de Pesquisa em Caracterização, Propriedades e Desenvolvimento de novos Materiais.



Com base em estudos técnicos e experiências piloto realizadas no Rio de Janeiro - onde já se utiliza placas solares em casas populares - o aproveitamento da energia solar, mesmo que apenas para substituir os chuveiros elétricos nas habitações do programa, pode poupar 520 megawatts (MW) de energia/ano e evitar a emissão de 830 mil toneladas de gases poluentes. O custo estimado para a instalação dos equipamentos é de R$ 1,9 mil por habitação, o que corresponde a cerca de 3% do valor da obra.

"Isso não é custo, é investimento que vai virar economia. Será sentida no bolso dessas famílias, que vão pagar menos de conta de luz, e pelo ambiente, que será menos poluído".



FONTE : IFS, UFS, FAPITEC/SE e Jornal O DIA




Resíduos Gerando Energia

Pesquisadores de diversas instituições de ciência e tecnologia de Sergipe reuniram-se para apresentar resultados de estudos sobre utilização de resíduos sólidos urbanos na geração de energia.

Eles fazem parte de grupos de trabalho que foram formados em parceria com o CEFET-SE, ITP/UNIT e UFS.

A preocupação com os resíduos sólidos permeia poderes públicos, entidades ligadas ao meio ambiente, e são uma preocupação de toda sociedade. No caso da Europa, diversos países já adotaram estratégias para eliminar o lixo gerado nas grandes cidades e ainda aproveitá-lo para geração de energia. Hoje existem, no mundo, mais de 750 termoelétricas construídas para aproveitamento do lixo, produzindo mais 11.000 MW.

Somente na Alemanha existem 70 termelétricas movidas a lixo. Os equipamentos queimam 17 milhões de toneladas de detritos por ano e fornecem o vapor usado pelas termelétricas para produzir 10% de toda a energia renovável do país.

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